
Porto Alegre - Ceu, Sol, Sul, Terra e Cor
Crédito: http://www.hjobrasil.com/


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Em 2007 a banda Família Lima lançou um CD/DVD intitulado Carmina Burana. O álbum é uma releitura da obra de 1937 do alemão Carl Orff. Releitura no sentido mais amplo da palavra. A banda selecionou 18 faixas desta cantata e, a partir de sua partitura original, inseriram elementos de rock, jazz e música eletrônica, muitas vezes até substituindo os elementos sinfônicos originais. Um disco que ignora estranhezas à mistura de estilos e construções graças ao capricho na produção e à extrema habilidade dos músicos em transitar por tantos estilos musicais completamente díspares. Um prato cheio para a crítica, se essa não encarasse a banda como um grupo de música erudita.
A crítica praticamente ignorou a existência desse álbum. Ficaram bem mais empolgados com o fato de o CD ser lançado primeiramente na internet, no portal UOL Megastore, do que na concepção do disco. E ainda tratou como um CD de música erudita. Heavy metal, jazz e psy trance misturados em uma releitura de Carl Orff não pode ser considerado música erudita (alguns mais puristas defendem que também não pode ser considerado música).
Carmina Burana da Família Lima passou batido na agenda cultural de 2007. Os poucos críticos que se aventuraram preferiram trataram da distribuição na internet como um catalisador do consumo de música erudita e esqueceram (ou realmente não souberam) que Carmina Burana é uma obra absolutamente única e inovadora da música nacional. Nossos críticos não são mais os de antes.
Fonte: http://www.poisbem.com.br/o-melhor-cd-do-ano-que-ninguem-ouviu-falar/
Ficamos muito felizes de saber que não somos só nós que achamos o Carmina fantástico!